sexta-feira, 9 de novembro de 2012
o sitio
encontramos um grande pedaço de terra lindo, com um bom tamanho, mas uma distribuição toda esquisita e muito estragada e mal conservada. Porém a casa, velha, tinha lá seu charme de fazenda. Tinha paredes grossas, de quase 50cm de largura, tinha um corredor externo, tipo casa de fazenda antiga, e algumas janelas já bonitas. Um fogão a lenha `as traças. Um telhado capenga e cheio de ripas finas que o sustentavam de maneira heróica, e, a falta de forro, aliado a milhares de bolinhas de jornais entuchados nas frestinhas entre parede e telhado, faziam daquela casa, um ninho de aranhas sem igual. Em todas as paredes desciam aranhas do tamanho da palma da minha mão de dar medo em qualquer urbanóide como eu. A ex-proprietária, assim como a inquilina, se mostravam tranquilas com as co-habitantes aracnídeas do local, mas a gente freaked out!!!!! a casa parecia escura e muito empoeirada e só conto tantos detalhes ruins assim porque acho que foram estes que contribuíram para que nenhum outro comprador antes de mim soubesse ter um olhar que "abstraísse" os detalhes removíveis e enxergassem o potencial deste mesmo local. A casa antes tinha sido uma autêntica casa caipira com 8 cômodos pequenos, casa de queijos, casa de porcos, curral, tudo ali em volta e perto da casa, como os roceiros faziam. Animal. Era ali que investiríamos nosso desejo mais que Freudiano de nos realizarmos. Pronto. Compramos. Cada uma daquelas aranhas também.
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