Eu e meu marido, há tempos acreditamos que a cada objeto que compramos usado, deixamos de fabricar um no futuro, e portanto, economizamos não só dinheiro (até pq as vezes antiguidades são mais caras do que móveis da tok stok ou até da Brentwood), mas economizamos recursos do planeta, ganhamos um objeto cheio de história, e, automaticamente, temos que nos inserir num contexto de uma época, não necessariamente a um objeto quadrado, desenhado para servir de bancada revestida pra "aquele canto que só o arquiteto saberia resolver"... Aliás sempre pensamos que "resolver o que, cara pálida? a busca do q se encaixa em cada cantinho, é nosso maior prazer"!...
Além do recurso do planeta, da história e contexto de época do objeto, vêm sempre junto deste achado, o prazer natural da nova aquisição como outra qualquer e junto, o mais prazeroso sentimento de um novo projeto acoplado, um novo desafio. Deixa eu explicar melhor: ao comprar uma cama, não num antiquário caro, com ela já lustrada, patinada ou laqueada, como se fosse artefacto-style, mas sim, num lixão por aí, vendo ela toda desmontada atrás de um monte de tralha, a gente vê nela traços de tudo q ela foi, imagina o quanto de tempo ela ficou desmontada num quartinho de fundo na Penha até ela chegar até você, e quando vc a vê, já começa um novo projeto: será que cabe uma corzinha? um escurecimento de madeira? vale revestir? e se a cabeceira vira um encosto de banco? e se o estrado vira uma treliça de parede para pendurar ganchos ou revistas? Abre-se então um mundo de possibilidades entre vc e aquele lixo que alguém jogou fora, imediamente se estabelece este novo prazer!
Aqui, retratarei, dentro deste conceito, o que me propus como projeto de reforma objeto deste blog; Concluímos recentemente um sonho de comprar um pedaço de terra num lugar lindo, a mil metros de altitude, entre SP e MG e, que, a cada post, caros leitores, vocês também entenderão a importância na nossa história familar. Tentarei contar dica a dica do que fiz, de onde me inspirei, de onde achei e de como foi a relação de amor com cada coisinha encontrada a venda em algum canto do mundo, para qual encontrarei um novo destino, formato e lugar especial ali na nova casa. Espero que, daqui a alguns anos, minha filha curta ler e encontra-los dentro da história q ela vai ter construído ali mesmo, debaixo do lustre do leilão de showroom chinês, em cima da mesa jogada na rua e pintada, por cima do assoalho de 200 anos, etc.
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